A modelagem do casco passou por diversos estágios no
decorrer dos anos: Porque se deve construir uma estrutura em
tamanho real, se toda a informação e controle estão concentradas
na parte do painél que será modelada?
Hoje, pegamos um painél plano e o distribuímos sob 11 estruturas
simples, localizadas em suas respectivas balizas. Com alguns cortes
e entalhes chegamos no formato final desejado.
Nós substituímos milhares de strips por alguns poucos cortes e
atingimos o mesmo efeito. Mesmo os maiores cascos são finalizados
sem que o construtor tenha que se mover do chão de fábrica.
Eu descrevo o começo do KSS, em 1991, como uma transição do pensamento
convencional para um pensamento produtivo. Nós eliminamos a necessidade
do molde e colocamos o controle do formato nos próprios painéis.
Nós produzimos um casco em muito menos tempo do que no passado.
Porém, esse foi apenas um passo no refinamento da modelagem KSS.
Após essa evolução, modelamos os painéis dos casco antes de uní-los.
A acessibilidade é a maior vantagem de se separar o casco em duas
metades.
Este processo de modelagem é muito versátil e abre as portas para
diversas outras idéias. Aplicável também para monocascos.
SEM TORTURA
Torturar compensado e modelagem KSS não têm nada em comum. O conjunto
de curvaturas são atingidas usando-se entalhes e não forçando-se ou esticando-se.
O KSS permite que o formato aconteça. Abrem-se os cortes que se fecham durante o
processo. Dessa forma não temos locais sob tensão no casco final.
Outro mal entendido é que o painel está apenas parcialemente curado durante
a modelagem. Nós permitimos a secagem total antes de modelar.
Outro ponto a ser apreciado é o controle que se pode ter da curvatura, apenas
pelo comprimento e posição dos cortes.